Vale a pena mesmo? | Como avaliar o custo-benefício de uma peça?

Foto Capa: Mauro Grigollo for Stocksy United (Reprodução)

Dias atrás, uma seguidora (obrigada pela pauta do dia, @luolivess) perguntou para a gente lá no insta da fix como fazer para acertar na qualidade da peça. E como a dúvida de vocês é o que move este blog, resolvi fazer um tutorial de como avaliar o custo-benefício daquela roupa-desejo que você tá namorando há tempos. 

Bora conferir?

COSTURA E ACABAMENTOS

Um bom acabamento pode aumentar a vida útil das suas peças. Portanto, se é do seu desejo adquirir uma roupa de qualidade, virá-la do avesso não é algo opcional, é uma regra que deve ser transformada em hábito.

Sendo assim, na hora das compras lembre-se das observações abaixo:

1º: Evite comprar peças sem acabamento (aquelas que só possuem a costura simples de união). Roupas que não possuem acabamento têm a vida útil curtíssima e logo logo estarão cheias de buracos, ou, na melhor das hipóteses, desfiadas por dentro.

2º: Teste a costura antes de comprar. Vire a peça e dê leves puxadinhas, se algum ponto arrebentar, é melhor repensar sua escolha.

3º: O mínimo que a peça deve ter é uma costura de overlock, que é aquela que envolve as beiradas internas do tecido, como se fosse uma costura de segurança. Esse acabamento é facilmente encontrado nas roupas, pois é rápido e mais barato (para as confecções). No entanto, não é um dos mais fortes e pode ficar bem grosseiro se for utilizado em peças finas.

4º: Peça delicada e/ou caríssima com acabamento de overlock é prenúncio de cilada (e de superfaturamento). 

5º: Peças finas, sofisticadas e/ou caríssimas DEVEM ter um acabamento melhor, como viés, forro ou costura inglesa, por exemplo. 

MODELAGEM

Analisar a modelagem da peça pode ser confuso e difícil para quem não manja muito de costura, mas eu tenho duas dicas simples que podem facilitar para você: 

1º: Vire a peça do avesso, dê uma puxadinha na costura e veja se ela deforma. Peças de lycra ou com elastano deformarão e retornarão para o seu estado inicial, e isso é completamente normal. No entanto, não é comum uma peça deformar e continuar torta. Isso daí é sinal de erro na hora da modelagem ou do corte do tecido. Logo, se a costura entortar e não retornar para seu estado normal, é melhor não comprar.

2º: Existem alguns detalhes fáceis de identificar e que são sinais de modelagem malfeita. São eles: pences pontudas, costuras enrugadas, costuras tortas e peças que não se ajustam no corpo nem por reza brava. Encontrou algum desses na peça? Então corre. 

TECIDO

Tecidos naturais são mais caros, respiráveis e duradouros que os sintéticos. Então se qualidade e durabilidade é o que você procura, opte por peças de algodão, tricoline, linho, seda e assim por diante.

Roupa cara com tecido sintético não rola, a conta não bate, sabe? Já vi marcas vendendo vestidos de viscose por mais de R$1mil reais, um valor que poderia ser gastado em, pelo menos, uma ou até duas peças simples de seda pura, por exemplo.

O negócio é que nós nos acostumamos a comprar coisas ruins, então as grandes marcas não procuram mudar. Afinal, em time que tá ganhando não se mexe, né? Por isso que eu sempre digo que a mudança deve começar por nós. Precisamos mudar nossos hábitos de consumo e exigir que as peças tenham qualidade compatível com seus preços.

Lembre-se disso quando se apaixonarem por uma peça cara, ok?

E aí, meninas, gostaram do compilado de hoje? Deixem nos comentários as opiniões ou as dúvidas de vocês, eu demoro, mas respondo todo mundo, viu?


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One thought on “Vale a pena mesmo? | Como avaliar o custo-benefício de uma peça?

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